Já se emocionou com algum jogo?

Agosto 19, 2008

Eu, nunca. Não que eu goste de bancar o machão ou algo do tipo, mas nunca me senti comovido com um jogo de videogame. Dou o devido valor a uma história profunda e bem elaborada, mas nenhum jogo me fez sentir qualquer tipo de coisa que não fosse a sensação de estar me divertindo.

Já vi gente dizendo que se sentiu mal por atacar um Colossus sem ser provocado, ou por ter que dar o tiro de misericórdia na The Boss. Respeito, e até entendo, quem sente certo remorso ao realizar tais atos. São ações que qualquer pessoa com um mínimo de juízo pensaria duas vezes antes de fazer na vida real. Mas aí é que tá. Na vida real.

Quando jogamos videogame, passamos a controlar o personagem na tela, a ser o personagem na tela. Esse sentimento é muito comum em jogos imersivos, com personagens marcantes e histórias dignas de deixar Hollywood com inveja. Mas, pra mim, não é assim. Eu jogo com mentalidade de jogador, não de personagem. Não consigo “mergulhar” no mundo de jogo, de forma que, no jogo, eu não dou a mínima para a vida alheia. Mato sem pensar duas vezes. Inimigos – por mais marcantes que sejam – são apenas pedras no meu caminho, que eu atropelo sem dó. Quando aliados morrem, só me preocupo se isso afeta meu poder de combate.

Na vida real, sou uma pessoa normal, não um completo psicopata. Mas virtualmente falando, eu não tô nem aí! Jogo com aquele sentimento de “jogador vs máquina”. Jogo pra zerar, pra ganhar e, acima de tudo, pra me divertir. Há quem se divirta se emocionando. Eu me divirto matando e fazendo gols.

E você? Se emociona com as histórias ou só quer saber de detonar o próximo inimigo?

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4 Comments Add your own

  • 1. Marcos Diniz  |  Agosto 28, 2008 at 11:46 am

    Primeiramente não sou EMO (Rs), mas eu me emociono sim. Principalmente em jogos como ICO e SoC. Se colocar no personagem é uma forma de interação no caso de SoC, sinto pena em atacar um Colossus e se o jogo tivesse de não faze-lo, com certeza não faria.

    Uma das coisas que me fascina em um bom jogo é exatmente isso, a capacidade do jogo ser considerado como arte, passando emoções, vivenciando o personagem.

    Você não está errado em não sentir nada, para você é tudo uma questão de cumprir o objetivo e isso é legal pode até ser aplicado na sua vida pessoal, porém acredito ao agir assim (dentro do jogo) talvez você esteja perdendo um “algo” a mais que o jogo pode proporcionar.

    Enfim, cada um é cada um.

  • 2. Uehara  |  Agosto 29, 2008 at 11:22 pm

    Pois é, como eu disse, eu entendo e respeito esse sentimento de “culpa” que muitas pessoas sentem ao praticar atos condenáveis em jogos, principalmente com grandes obras-primas que te colocam literalmente dentro do mundo de jogo na pele do personagem.

    Isso varia de pessoa pra pessoa. Só espero não estar perdendo muita coisa ao “jogar pra vencer”…

  • 3. bebska  |  Outubro 1, 2008 at 7:52 am

    As histórias dos games como MGS4 me empolgam pra caramba, fico imersa, torço e vibro, ou me chateio e fico com raiva de algum vilão ou situação em que o personagem se deu mal. Mas também não chego a me emocionar tanto a ponto de chorar, por exemplo. Eu encaro com certa racionalidade, justamente por estar vivenciando algo fictício. Mas no caso do tiro de misericórdia na The Boss, confesso que fiquei com super pena! E admito que não sou muito sanguinária… sempre tento zerar os MGS’s só na tranquilizer gun! XDDD

  • 4. ://Rikyyy  |  Outubro 1, 2008 at 7:40 pm

    Bom primeiro, parabéns pelo Blog.

    Gostaria de mencionar, minhas experiências mais marcantes se tratando de games, a primeira fez que eu me emocionei com algum jogo ao extremo foi com Final Fantasy X no final desse game (não citarei nenhuma parte pra não dar uma de spoiler) chorei, foi um game que mexeu muito comigo devido ao carisma dos personagens, quando joguei, não usei revista nem nada, salvei, libertei o aeosn secretos, tudo na raça e sinto orgulho disso até hoje.

    Em Shadown of the Colosus, confesso que sinto um sentimento de dó dos colosus, afinal eles são criaturas que apenas se defendem do herói do game, sendo assim o verdadeiro “vilão” da história, sem falar que as cenas de morte dos colosus são lindas, é algo indescritível ve-los tombar no chão, ou afundar direto para o fundo do mar.

    Já em Metal Gear, joguei todos té hoje lançados, com exeção do 4 (quando virá meu PS3?). Os momentos mais marcantes pra mim são a morte de Sniper Wolf em Metal Gear Solid (PS1) e a morte de The Boss. Na hora do tiro di misericordia em The Boss, bateu aquele coisa meio “estranha”, mas como citado no post, encarei como um objetivo e finalizei…

    Isso varia do quanto um jogador “se deixa levar” por um jogo, o Final Fantasy por exemplo, quando rejoguei, não senti a mesma coisa, o mesmo para todos os outros jogos que finalizei, talvez seja “o calor do momento”, mas isso varia de cada um para cada um.

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