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Já se emocionou com algum jogo?

Eu, nunca. Não que eu goste de bancar o machão ou algo do tipo, mas nunca me senti comovido com um jogo de videogame. Dou o devido valor a uma história profunda e bem elaborada, mas nenhum jogo me fez sentir qualquer tipo de coisa que não fosse a sensação de estar me divertindo.
Já vi gente dizendo que se sentiu mal por atacar um Colossus sem ser provocado, ou por ter que dar o tiro de misericórdia na The Boss. Respeito, e até entendo, quem sente certo remorso ao realizar tais atos. São ações que qualquer pessoa com um mínimo de juízo pensaria duas vezes antes de fazer na vida real. Mas aí é que tá. Na vida real.
Quando jogamos videogame, passamos a controlar o personagem na tela, a ser o personagem na tela. Esse sentimento é muito comum em jogos imersivos, com personagens marcantes e histórias dignas de deixar Hollywood com inveja. Mas, pra mim, não é assim. Eu jogo com mentalidade de jogador, não de personagem. Não consigo “mergulhar” no mundo de jogo, de forma que, no jogo, eu não dou a mínima para a vida alheia. Mato sem pensar duas vezes. Inimigos – por mais marcantes que sejam – são apenas pedras no meu caminho, que eu atropelo sem dó. Quando aliados morrem, só me preocupo se isso afeta meu poder de combate.
Na vida real, sou uma pessoa normal, não um completo psicopata. Mas virtualmente falando, eu não tô nem aí! Jogo com aquele sentimento de “jogador vs máquina”. Jogo pra zerar, pra ganhar e, acima de tudo, pra me divertir. Há quem se divirta se emocionando. Eu me divirto matando e fazendo gols.
E você? Se emociona com as histórias ou só quer saber de detonar o próximo inimigo?
4 comments Agosto 19, 2008