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Já se emocionou com algum jogo?

Eu, nunca. Não que eu goste de bancar o machão ou algo do tipo, mas nunca me senti comovido com um jogo de videogame. Dou o devido valor a uma história profunda e bem elaborada, mas nenhum jogo me fez sentir qualquer tipo de coisa que não fosse a sensação de estar me divertindo.
Já vi gente dizendo que se sentiu mal por atacar um Colossus sem ser provocado, ou por ter que dar o tiro de misericórdia na The Boss. Respeito, e até entendo, quem sente certo remorso ao realizar tais atos. São ações que qualquer pessoa com um mínimo de juízo pensaria duas vezes antes de fazer na vida real. Mas aí é que tá. Na vida real.
Quando jogamos videogame, passamos a controlar o personagem na tela, a ser o personagem na tela. Esse sentimento é muito comum em jogos imersivos, com personagens marcantes e histórias dignas de deixar Hollywood com inveja. Mas, pra mim, não é assim. Eu jogo com mentalidade de jogador, não de personagem. Não consigo “mergulhar” no mundo de jogo, de forma que, no jogo, eu não dou a mínima para a vida alheia. Mato sem pensar duas vezes. Inimigos – por mais marcantes que sejam – são apenas pedras no meu caminho, que eu atropelo sem dó. Quando aliados morrem, só me preocupo se isso afeta meu poder de combate.
Na vida real, sou uma pessoa normal, não um completo psicopata. Mas virtualmente falando, eu não tô nem aí! Jogo com aquele sentimento de “jogador vs máquina”. Jogo pra zerar, pra ganhar e, acima de tudo, pra me divertir. Há quem se divirta se emocionando. Eu me divirto matando e fazendo gols.
E você? Se emociona com as histórias ou só quer saber de detonar o próximo inimigo?
4 comments Agosto 19, 2008
Amor e ódio
Vergonhoso, mas preciso confessar uma coisa. Às vezes, tenho alguns acessos de fúria frente à TV, exatamente como os malucos do vídeo acima. Tá, eu não chego ao extremo de destruir controles ou consoles, mas vez ou outra xingo Deus e o mundo em voz alta, e esmurro algumas coisas. Pode ser uma almofada, o sofá, ou se o nível de frustração estiver alto, pode ser até a parede. Até o presente momento, não atingi nenhum ser vivo. Ainda.
A julgar pelo vídeo acima, não sou o único que perde a cabeça jogando videogame. Olhando de fora, esses ataques de histeria são engraçados. A pessoa perde o controle, xinga e grita para a televisão – um objeto inanimado que não tem culpa nenhuma sobre a frustração do jogador, e que certamente não está ciente do chilique. É ridículo, sim, mas também inevitável para muitas pessoas. Pessoas como eu, por exemplo.
Se você costuma ter esses ataques de fúria, continue lendo, pode ser que você se identifique com o texto. Se não, continue lendo, você pode dar umas risadas às custas da frustração dos outros!
3 comments Maio 22, 2008
…e nasce o Detonando!

Eu sempre gostei de videogames. Comecei a jogar com uns quatro anos, quando passava horas jogando Atari. Depois disso, cheguei a jogar Sonic the Hedgehog no Mega Drive, com a imagem em preto e branco. Problema de transcodificação (ou alguma palavra grande e complicada que parecia com essa) que foi resolvido mais tarde. Fui acompanhando a evolução dos videogames, quase sempre de perto. Acho que só pulei a geração do PSOne. Isso porque, na época, optei por comprar um NeoGeo CD porque era mais barato e vinha com 5 jogos de graça. E também porque queria jogar The King of Fighters. O engraçado é que, poucos meses depois, aconteceu o “boom” do PlayStation, com vários jogos excelentes, incluindo KoF. Eu não achei tão engraçado assim, mas o tempo passou e eu ainda tenho meu NeoGeo CD enfeitando… hã… a parte de baixo da minha cama.
Resumindo a história toda: sou um gamer, e resolvi escrever em um blog sobre games.
O Detonando é um blog destinado a discutir sobre qualquer coisa relacionada ao universo dos games, sempre com bom humor e muita opinião. Espero trazer artigos interessantes, leituras divertidas, bizarrices originais e, acima de tudo, gerar discussão saudável entre gamers que estejam surfando nas internets da vida.
Te vejo por aí. E espero te ver por aqui também.
Add comment Fevereiro 29, 2008